Sinusectomia em Curitiba: cirurgia endoscópica para a sinusite que não responde ao tratamento clínico

Sinusectomia endoscópica em Curitiba: quando a cirurgia de sinusite é indicada, como é feita sem cortes no rosto e como é a recuperação. Agende.

Atualizado em | Revisado por Dra. Lumy Yagueshita, CRM-PR 30849 | RQE 20548

A sinusectomia é a cirurgia endoscópica da sinusite crônica ou de repetição, indicada quando o tratamento clínico adequado não controla a doença. Ela é feita por dentro do nariz, com uma câmera fina, sem cortes no rosto, e tem como objetivo ampliar as vias naturais de drenagem dos seios da face. Em Curitiba, a Dra. Lumy Yagueshita, otorrinolaringologista com fellowship em Rinologia, indica a cirurgia depois de endoscopia e tomografia, e mantém o tratamento de manutenção no pós-operatório para reduzir o risco de recidiva.

Quando a sinusite deixa de ser um episódio e passa a ser uma doença

Quem tem sinusite crônica conhece o ciclo: pressão no rosto, secreção, dor de cabeça, mais um antibiótico, alguns meses de alívio e tudo de novo. Em Curitiba, onde o frio e a umidade favorecem as crises respiratórias, esse ciclo é ainda mais comum. A cirurgia entra em cena quando esse ciclo não é quebrado pelo tratamento clínico bem conduzido.

Os seios da face são cavidades revestidas por mucosa que drenam para dentro do nariz por pequenas aberturas. Quando essas aberturas ficam bloqueadas, o muco se acumula e mantém a inflamação. A sinusectomia atua exatamente aí: reabre e amplia essas vias. O quadro clínico completo está em sinusite de repetição.

Sintomas que levam à indicação cirúrgica

  • Obstrução nasal persistente, muitas vezes associada a pólipos.
  • Secreção espessa pela frente do nariz ou escorrendo para a garganta.
  • Dor ou pressão facial que volta mesmo após tratamento.
  • Redução ou perda do olfato.
  • Crises repetidas que exigem antibiótico e corticoide várias vezes por ano.

Causas que mantêm a sinusite ativa

Alterações anatômicas que estreitam a drenagem, como desvio de septo e cornetos aumentados, rinite alérgica mal controlada, pólipos nasais, infecções dentárias nos dentes superiores, tabagismo e exposição a poluentes são os fatores mais frequentes. Em alguns pacientes, asma e sensibilidade a anti-inflamatórios fazem parte do mesmo quadro inflamatório.

Procure atendimento imediato se houver:

  • Inchaço ou vermelhidão ao redor dos olhos.
  • Visão dupla, dificuldade para mover os olhos ou perda de visão.
  • Dor de cabeça muito intensa, rigidez de nuca ou confusão mental.
  • Febre alta persistente durante uma crise de sinusite.

Investigação clínica antes da cirurgia

Histórico clínico e medicamentos

Quantas crises por ano, quanto tempo duram, quais antibióticos e corticoides já foram usados e com que resultado. O uso repetido de antibióticos sem diagnóstico confirmado e de corticoide oral por conta própria é investigado, porque mascara o quadro e traz efeitos colaterais.

Exames laboratoriais, hormonais e metabólicos

Exames de sangue e avaliação de risco cirúrgico fazem parte do preparo. Diabetes descompensado reduz a imunidade e dificulta o controle das infecções; alterações da tireoide e da imunidade também podem ser investigadas quando as infecções são muito frequentes.

Sono, saúde mental, estilo de vida e relacionamento

Obstrução e secreção pioram o sono, e o cansaço crônico afeta humor, trabalho e convivência. Tabagismo ativo ou passivo e exposição ocupacional a poeira e produtos químicos entram no plano de tratamento, porque sem controlá-los a doença tende a voltar.

Endoscopia nasal e tomografia

A endoscopia nasal mostra secreção, pólipos e a região de drenagem. A tomografia dos seios da face, feita de preferência fora da crise aguda, mostra a extensão da doença e a anatomia de cada seio, e é o mapa da cirurgia.

Já tratou a sinusite várias vezes e ela sempre volta? Agende uma avaliação com endoscopia nasal.

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Quando a sinusectomia é indicada

A cirurgia é considerada quando a sinusite crônica persiste apesar do tratamento clínico adequado, quando as crises recorrentes continuam frequentes e afetam a qualidade de vida, quando há pólipos que obstruem o nariz sem resposta à medicação ou quando existem complicações e alterações anatômicas que impedem a drenagem.

Como é feita a cirurgia

Com o endoscópio, a cirurgia amplia as vias naturais de drenagem dos seios afetados, remove tecido doente e pólipos e permite que as lavagens e os medicamentos tópicos cheguem onde precisam. Quando o desvio de septo ou os cornetos aumentados contribuem para o quadro, a septoplastia e a turbinoplastia podem ser feitas no mesmo procedimento.

EtapaO que acontece
PlanejamentoTomografia, endoscopia e controle clínico prévio da inflamação.
CirurgiaAmbiente hospitalar, via endoscópica, alta geralmente no mesmo dia ou no seguinte.
Primeiras semanasLavagens nasais frequentes e retornos para limpeza das cavidades.
ManutençãoCorticoide tópico e controle da rinite para reduzir recidiva.

Recuperação

As lavagens nasais frequentes são essenciais para a cicatrização. Retornos para limpeza das cavidades no consultório acontecem nas primeiras semanas. O retorno ao trabalho costuma ocorrer em cerca de uma semana, e respiração e olfato melhoram de forma progressiva.

Riscos, limitações e quando a cirurgia não é indicada

Sangramento, infecção e formação de aderências são possíveis. Complicações envolvendo órbita ou base do crânio são raras, e o planejamento com tomografia e a técnica endoscópica visam preveni-las.

A cirurgia não cura a inflamação de base, especialmente na sinusite com pólipos: o tratamento clínico de manutenção continua necessário. Ela não é indicada para dor de cabeça isolada sem sinais de sinusite na endoscopia ou na tomografia, nem antes de um tratamento clínico adequado ter sido tentado.

O tratamento de manutenção depois da cirurgia

A cirurgia abre o caminho, mas a mucosa continua sendo a mesma. Por isso, nas formas crônicas, o tratamento de manutenção é parte do sucesso: lavagens nasais regulares, corticoide tópico conforme orientação e controle da rinite e dos fatores ambientais. Com as vias de drenagem ampliadas, esses tratamentos alcançam os seios da face com muito mais eficiência do que antes da cirurgia. Os retornos periódicos com endoscopia permitem identificar cedo qualquer sinal de recidiva.

Perguntas para levar à consulta

  • Já fiz todo o tratamento clínico possível? A cirurgia é indicada quando ele falha.
  • Quais seios estão comprometidos? A tomografia mostra a extensão.
  • Vou precisar corrigir septo ou cornetos junto?
  • Como será o tratamento de manutenção depois?

Cirurgia de sinusite em Curitiba

O consultório da Dra. Lumy fica no Batel, em Curitiba. A investigação começa pela consulta, segue com exames quando necessário e só chega à cirurgia quando ela é o caminho mais seguro para controlar a doença. Se a obstrução for a queixa principal, veja também obstrução nasal.

Chega de tratar só a crise. Investigue a causa da sua sinusite com uma otorrinolaringologista em Curitiba.

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Perguntas frequentes

A cirurgia de sinusite deixa cicatriz no rosto?

Não. A sinusectomia endoscópica é feita por dentro do nariz, com endoscópio, sem cortes externos.

A sinusite pode voltar depois da cirurgia?

Pode, principalmente na sinusite crônica com pólipos ou quando a rinite não é controlada. Por isso o tratamento clínico de manutenção e o acompanhamento fazem parte do plano.

Quanto tempo de afastamento a sinusectomia exige?

A maioria das pessoas retorna ao trabalho em cerca de uma semana, com restrição de esforço físico por algumas semanas. O prazo varia conforme a extensão da cirurgia.

Precisa de tomografia antes da cirurgia?

Sim. A tomografia dos seios da face mostra a anatomia de cada seio e das estruturas próximas, como órbita e base do crânio, e é indispensável para o planejamento cirúrgico.

O olfato volta depois da cirurgia?

Em muitos casos o olfato melhora à medida que a inflamação e os pólipos são controlados, mas a recuperação varia e depende da duração e da intensidade da doença.

Vou precisar usar remédio para sempre depois da cirurgia?

Nas formas crônicas, especialmente com pólipos, o tratamento de manutenção costuma ser prolongado, com lavagens e corticoide tópico. A intensidade é ajustada nos retornos conforme a evolução.

Fontes e referências

Dra. Lumy Yagueshita: formação e credenciais

A Dra. Lumy Yagueshita é otorrinolaringologista em Curitiba, com mais de 11 anos de atuação em rinologia e rinoplastia. Seu foco é rinoplastia, septoplastia e sinusectomia, sempre avaliando estética e respiração em conjunto.

  • Graduação em Medicina pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).
  • Residência Médica em Otorrinolaringologia pelo Hospital de Clínicas da UFPR.
  • Fellowship em Rinologia e Rinoplastia pelo Hospital IPO.
  • Pós-graduação em Rinoplastia Estruturada pelo Instituto Jurado (SP).
  • CRM-PR 30849 | RQE 20548.

Como este conteúdo foi produzido: texto educativo elaborado com apoio de ferramentas de inteligência artificial e revisado e aprovado pela Dra. Lumy Yagueshita, CRM-PR 30849 | RQE 20548, antes da publicação.

As informações desta página têm finalidade educativa e não substituem consulta médica, diagnóstico individualizado ou atendimento de urgência e emergência. Em caso de sintomas, procure atendimento médico; diante de sangramento intenso, falta de ar ou piora rápida, procure um pronto-socorro.

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