Sangramento nasal em Curitiba: o que fazer, quando se preocupar e como tratar

Sangramento nasal frequente? Causas, o que fazer na hora, quando é urgência e como a otorrinolaringologista investiga e trata em Curitiba.

Atualizado em | Revisado por Dra. Lumy Yagueshita, CRM-PR 30849 | RQE 20548

O sangramento nasal, ou epistaxe, é comum e na maioria das vezes vem de pequenos vasos na parte da frente do septo, frágeis por ressecamento, coceira ou trauma leve. Costuma parar com compressão firme das narinas por 10 a 15 minutos, com a cabeça levemente inclinada para a frente. Sangramentos frequentes, de um lado só, volumosos ou em quem usa anticoagulantes precisam de investigação. Em Curitiba, a Dra. Lumy Yagueshita localiza a origem com endoscopia nasal e trata a causa.

De onde vem o sangramento nasal

A parte da frente do septo tem uma rede de pequenos vasos muito próximos da superfície. Quando a mucosa resseca, racha ou é manipulada, esses vasos se rompem com facilidade. É a origem da grande maioria dos sangramentos, chamados anteriores, que costumam ser leves e controláveis.

Mais raramente, o sangramento vem da parte de trás do nariz, os posteriores. São mais comuns em pessoas mais velhas, hipertensas ou que usam anticoagulantes, tendem a ser mais volumosos e escorrem para a garganta.

Sintomas e como reconhecer o tipo

  • Sangue pela frente do nariz, geralmente de um lado: típico do sangramento anterior.
  • Sangue escorrendo para a garganta, mesmo com compressão: sugere origem posterior.
  • Crostas e sangue ao assoar, sinal de mucosa ressecada.
  • Episódios repetidos do mesmo lado, que apontam para um vaso específico ou uma lesão local.

Causas mais comuns

CausaComentário
Ressecamento da mucosaFrio, ar seco e ambientes aquecidos
Manipulação e coceiraComum em crianças e em quem tem rinite
Desvio de septoO ponto de desvio resseca e sangra
Uso de sprays nasaisDescongestionantes e uso inadequado de corticoide tópico
Anticoagulantes e antiagregantesTornam o sangramento mais intenso
TraumaPancadas e fraturas
Causas menos comunsDistúrbios de coagulação, alterações vasculares e lesões nasais

O que fazer na hora

  1. Sente-se e incline a cabeça levemente para a frente, para não engolir sangue.
  2. Aperte firmemente a parte mole do nariz, logo abaixo do osso, por 10 a 15 minutos, sem soltar.
  3. Respire pela boca e cuspa o sangue que for para a garganta.
  4. Compressa fria sobre o nariz pode ajudar.
  5. Depois que parar, evite assoar o nariz e fazer esforço por algumas horas.

Procure atendimento de urgência se:

  • O sangramento não parar após 20 minutos de compressão correta.
  • For muito volumoso, escorrer muito para a garganta ou causar tontura, palidez ou fraqueza.
  • Ocorrer após trauma importante na cabeça ou no rosto.
  • Você usar anticoagulantes ou tiver distúrbio de coagulação.

Investigação clínica completa

Histórico clínico

Frequência, lado, duração, volume, gatilhos e se há sangramentos em outros locais, como gengivas ou manchas roxas na pele. Histórico familiar de sangramentos também importa.

Exames laboratoriais, hormonais e metabólicos

Hemograma e coagulograma são pedidos quando os sangramentos são frequentes ou volumosos. Pressão arterial e doenças hepáticas e renais são consideradas. Na gestação, a congestão hormonal aumenta a fragilidade da mucosa.

Medicamentos e estilo de vida

Anticoagulantes, antiagregantes como a aspirina, anti-inflamatórios e suplementos como ômega-3 em altas doses e ginkgo biloba aumentam o sangramento. Uso de sprays e tabagismo também. Nunca suspenda um anticoagulante por conta própria: a decisão é feita com o médico que o prescreveu.

Sono, saúde mental e relacionamento

Sangramentos noturnos assustam e prejudicam o sono, e episódios em público geram ansiedade. Em crianças, os pais costumam ficar muito preocupados; orientar bem os primeiros socorros devolve tranquilidade à família.

Endoscopia nasal

A endoscopia localiza o vaso que sangra, avalia o septo e descarta lesões que precisam de outro tratamento.

Seu nariz sangra com frequência? Investigue a causa e evite novos episódios.

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Tratamentos disponíveis

Hidratação da mucosa com soro fisiológico e pomadas indicadas, umidificação do ambiente e controle da rinite resolvem boa parte dos casos. Quando há um vaso identificado e sangramentos recorrentes, a cauterização no consultório é uma opção. Quando o desvio de septo mantém o ressecamento, a septoplastia pode ser indicada. Sangramentos posteriores e intensos podem exigir tamponamento ou procedimentos em ambiente hospitalar.

Riscos da automedicação

Inclinar a cabeça para trás faz engolir sangue e esconde o volume perdido. Algodão seco enfiado no nariz gruda na ferida e faz sangrar de novo ao ser retirado. Descongestionantes usados para prevenir sangramento ressecam ainda mais a mucosa com o uso contínuo.

Limitações

A cauterização trata o vaso, mas se a causa, como ressecamento ou rinite, continuar, novos vasos podem sangrar. Em quem precisa manter anticoagulantes, o objetivo é reduzir a frequência e a intensidade, nem sempre eliminar totalmente os episódios.

Sangramento nasal em crianças

Em crianças, os sangramentos anteriores são muito comuns e quase sempre benignos. Coçar ou colocar o dedo no nariz, resfriados frequentes e rinite são as causas mais habituais. Ensinar a compressão correta e manter a mucosa hidratada resolve a maioria dos casos. Sangramentos muito frequentes, volumosos ou acompanhados de manchas roxas pelo corpo ou sangramento de gengiva merecem investigação.

Como prevenir novos episódios

  • Hidratação da mucosa: soro fisiológico e, quando indicado, pomadas específicas.
  • Umidade do ambiente: evitar ar muito seco, principalmente no inverno e com aquecedores.
  • Unhas curtas e evitar coçar o nariz, em adultos e crianças.
  • Tratamento da rinite, que reduz coceira e manipulação.
  • Uso correto de sprays, direcionando o jato para a parede lateral e não para o septo.
  • Controle da pressão arterial em quem é hipertenso.

Mitos e verdades

“Inclinar a cabeça para trás para o sangramento.”

Não. O sangue apenas escorre para a garganta, pode ser engolido e provocar náusea, e esconde a quantidade perdida.

“Sangramento nasal sempre é pressão alta.”

A causa mais comum é o ressecamento da mucosa. A pressão alta pode tornar o sangramento mais intenso, mas raramente é o ponto de partida.

Quando procurar uma otorrinolaringologista

Além das situações de urgência, procure avaliação quando o nariz sangra várias vezes no mês, quando o sangramento é sempre do mesmo lado ou quando vem acompanhado de obstrução, secreção com mau cheiro ou crostas persistentes. Quem usa anticoagulantes e tem sangramentos repetidos também deve ser avaliado.

Sangramento nasal em Curitiba

No inverno de Curitiba, o ar frio e os ambientes aquecidos aumentam os sangramentos. No Batel, a Dra. Lumy investiga a origem e orienta a prevenção. Veja também otorrinolaringologista em Curitiba.

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Perguntas frequentes

O que fazer quando o nariz sangra?

Sente-se, incline a cabeça levemente para a frente e aperte firmemente a parte mole do nariz por 10 a 15 minutos, sem soltar para conferir. Não incline a cabeça para trás.

Quando o sangramento nasal é urgência?

Quando não para após 20 minutos de compressão, é muito volumoso, vem após trauma importante, causa tontura ou fraqueza ou ocorre em quem usa anticoagulantes.

Por que o nariz sangra mais no inverno?

O ar frio e seco, e o aquecimento dos ambientes, ressecam a mucosa e deixam os vasos mais frágeis.

Pressão alta causa sangramento nasal?

A pressão alta não costuma ser a causa inicial, mas pode tornar o sangramento mais intenso e difícil de controlar.

O que é cauterização nasal?

É o fechamento do vaso que sangra, feito no consultório com anestesia tópica, quando o ponto de origem é identificado e os sangramentos são recorrentes.

Gestantes têm mais sangramento nasal?

Sim. As alterações hormonais e o aumento do volume de sangue deixam a mucosa mais congestionada e frágil. Hidratação e orientação costumam controlar o problema.

Fontes e referências

Dra. Lumy Yagueshita: formação e credenciais

A Dra. Lumy Yagueshita é otorrinolaringologista em Curitiba, com mais de 11 anos de atuação em rinologia e rinoplastia. Seu foco é rinoplastia, septoplastia e sinusectomia, sempre avaliando estética e respiração em conjunto.

  • Graduação em Medicina pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).
  • Residência Médica em Otorrinolaringologia pelo Hospital de Clínicas da UFPR.
  • Fellowship em Rinologia e Rinoplastia pelo Hospital IPO.
  • Pós-graduação em Rinoplastia Estruturada pelo Instituto Jurado (SP).
  • CRM-PR 30849 | RQE 20548.

Como este conteúdo foi produzido: texto educativo elaborado com apoio de ferramentas de inteligência artificial e revisado e aprovado pela Dra. Lumy Yagueshita, CRM-PR 30849 | RQE 20548, antes da publicação.

As informações desta página têm finalidade educativa e não substituem consulta médica, diagnóstico individualizado ou atendimento de urgência e emergência. Em caso de sintomas, procure atendimento médico; diante de sangramento intenso, falta de ar ou piora rápida, procure um pronto-socorro.

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