Endoscopia nasal em Curitiba: o exame que mostra o que acontece dentro do nariz

Endoscopia nasal em Curitiba: para que serve, como é feita no consultório, se dói e quando é indicada para nariz entupido, sinusite e rinoplastia.

Atualizado em | Revisado por Dra. Lumy Yagueshita, CRM-PR 30849 | RQE 20548

A endoscopia nasal é um exame feito no consultório com uma câmera fina, que permite ver o interior do nariz em detalhe: septo, cornetos, válvulas, regiões de drenagem dos seios da face e a parte de trás do nariz. É rápida, feita com anestesia tópica, e ajuda a esclarecer a causa de nariz entupido, sinusite, pólipos, sangramentos e ronco, além de fazer parte do planejamento da rinoplastia. Em Curitiba, a Dra. Lumy Yagueshita indica o exame conforme a queixa avaliada na consulta.

Para que serve a endoscopia nasal

O exame com luz e espéculo, a rinoscopia, mostra apenas a parte da frente do nariz. Boa parte das causas de obstrução, sinusite e sangramento está mais ao fundo. A endoscopia nasal leva uma câmera fina até essas regiões e transmite a imagem ampliada, o que permite identificar alterações que passariam despercebidas.

É um exame que muda condutas. Um nariz entupido que parecia ser só rinite pode mostrar um desvio posterior importante; uma sinusite de repetição pode revelar pólipos iniciais; uma queixa estética pode vir junto com uma válvula que colapsa.

Quando a endoscopia costuma ser indicada

  • Nariz entupido persistente, para diferenciar septo, cornetos, válvula e pólipos. Veja obstrução nasal.
  • Sinusite crônica ou de repetição, para ver secreção e drenagem. Veja sinusite de repetição.
  • Suspeita de pólipos ou perda de olfato.
  • Sangramento nasal recorrente, para localizar o ponto de origem.
  • Ronco, para avaliar a contribuição do nariz.
  • Planejamento de rinoplastia ou revisional, para avaliar a função antes de mudar a forma.
  • Acompanhamento após cirurgia de septo ou de sinusite.

Como o exame é feito

EtapaO que acontece
PreparoAplicação de anestésico tópico e, se necessário, descongestionante
ExameA câmera percorre as fossas nasais; você respira normalmente
ManobrasÀs vezes, pede-se para respirar forte ou engolir, para avaliar o comportamento das estruturas
ResultadoAs imagens são explicadas na hora, junto com o plano

Sinais que tornam a avaliação mais urgente:

  • Sangramento nasal frequente ou de um lado só.
  • Obstrução progressiva unilateral com secreção de mau cheiro.
  • Alterações visuais ou dor facial intensa associadas a sintomas nasais.

Investigação clínica que acompanha o exame

Histórico clínico

A endoscopia é interpretada junto com a história: tempo e padrão dos sintomas, tratamentos já feitos, cirurgias e traumas.

Exames hormonais, laboratoriais e metabólicos

Conforme o achado, podem ser pedidos testes alérgicos, exames de sangue ou avaliação da tireoide, que influencia a congestão. Diabetes e imunidade são investigados em infecções muito frequentes.

Medicamentos e estilo de vida

Anticoagulantes aumentam o risco de pequenos sangramentos durante o exame e devem ser informados. O uso de descongestionantes, tabagismo e exposição ocupacional ajudam a interpretar o aspecto da mucosa.

Sono, saúde mental e relacionamento

Quando a queixa é ronco ou sono ruim, o relato de quem dorme ao lado complementa o exame. A ansiedade em relação a exames é comum; explicar cada passo antes de começar costuma tornar a experiência tranquila.

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Endoscopia e tomografia: quando cada uma entra

A endoscopia avalia a superfície interna e a dinâmica das estruturas. A tomografia dos seios da face mostra o que está dentro dos seios e os ossos, e é indispensável para planejar a sinusectomia. Na maioria dos casos, a endoscopia vem primeiro e indica se a tomografia é necessária.

Riscos e limitações

O exame é seguro. Pode haver desconforto leve, espirros, lacrimejamento e, raramente, pequeno sangramento, principalmente em quem usa anticoagulantes. A sensação de garganta dormente passa em pouco tempo.

A endoscopia não mostra o interior dos seios da face nem a estrutura óssea profunda, por isso não substitui a tomografia quando ela é necessária. Também não é indicada como rotina para todo paciente, e sim conforme a queixa.

Riscos de tratar sem examinar

Tratar nariz entupido ou sinusite apenas pelos sintomas leva a ciclos de antibióticos, corticoides e descongestionantes que não resolvem a causa. Ver o que acontece dentro do nariz evita tratamentos desnecessários e direciona o que realmente funciona.

O que a endoscopia consegue mostrar

Durante o exame é possível avaliar o septo em toda a extensão, inclusive desvios posteriores que não aparecem na rinoscopia, o tamanho dos cornetos e quanto deles responde a um vasoconstritor, a região de drenagem dos seios maxilares, etmoidais e frontais, a presença de secreção, pólipos ou crostas, a parte de trás do nariz, onde fica a adenoide, e o ponto de origem de sangramentos. Em quem já operou, a endoscopia mostra aderências, cicatrização e a abertura dos seios.

Nas queixas de ronco, o exame ajuda a estimar quanto o nariz contribui para a obstrução noturna. No planejamento de rinoplastia, mostra se a válvula nasal colapsa e se o septo tem cartilagem suficiente para enxertos.

Como se preparar para o exame

Em geral não há preparo especial. Vale informar o uso de anticoagulantes ou antiagregantes, alergias a anestésicos e se você tem tendência a desmaiar em procedimentos. Se houver crise de rinite ou resfriado no dia, o exame ainda pode ser feito, mas a interpretação considera essa inflamação temporária.

Depois do exame, é comum sentir a garganta dormente por alguns minutos. Recomenda-se esperar essa sensação passar antes de comer ou beber. Você pode voltar ao trabalho e dirigir normalmente.

Mitos e verdades sobre a endoscopia nasal

“É o mesmo exame da endoscopia do estômago.”

Não. A endoscopia nasal usa um aparelho muito mais fino, avalia apenas nariz e rinofaringe e não exige sedação nem jejum.

“Se a tomografia está normal, não preciso de endoscopia.”

Os exames mostram coisas diferentes. A tomografia não avalia a dinâmica da válvula nasal nem o aspecto da mucosa em tempo real, por exemplo.

Quando procurar a avaliação

Vale procurar uma otorrinolaringologista quando um sintoma nasal dura mais de algumas semanas, volta com frequência ou não melhora com o tratamento habitual. Nariz entupido persistente, sinusites repetidas, perda de olfato, sangramentos recorrentes e ronco com sono ruim são situações em que examinar o interior do nariz costuma esclarecer o diagnóstico.

Também é recomendável fazer a avaliação antes de qualquer cirurgia nasal, inclusive estética, porque a função respiratória precisa ser conhecida antes de mudar a forma do nariz. Em quem já operou, a endoscopia ajuda a entender alterações que surgiram depois da cirurgia.

Endoscopia nasal em Curitiba

No consultório do Batel, em Curitiba, a endoscopia é indicada conforme a avaliação clínica e faz parte da investigação de queixas funcionais e do planejamento cirúrgico. Veja também otorrinolaringologista em Curitiba.

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Perguntas frequentes

A endoscopia nasal dói?

Em geral, causa apenas desconforto leve. Antes do exame é aplicado um anestésico tópico e, se necessário, um descongestionante, que facilitam a passagem da câmera.

Precisa de preparo ou jejum?

Normalmente não. O exame é feito no consultório e você volta às atividades logo em seguida.

Quanto tempo dura?

Poucos minutos. O tempo varia conforme o que precisa ser avaliado.

Qual a diferença entre endoscopia e tomografia?

A endoscopia mostra a superfície interna do nariz em tempo real. A tomografia mostra o interior dos seios da face e os ossos. Os dois exames se complementam.

Crianças podem fazer endoscopia nasal?

Sim, com aparelhos de calibre adequado e explicação prévia. A indicação é individual.

Quem usa anticoagulante pode fazer o exame?

Em geral, sim. É importante informar o uso antes, porque o risco de pequeno sangramento é um pouco maior. Não suspenda o medicamento por conta própria.

Fontes e referências

Dra. Lumy Yagueshita: formação e credenciais

A Dra. Lumy Yagueshita é otorrinolaringologista em Curitiba, com mais de 11 anos de atuação em rinologia e rinoplastia. Seu foco é rinoplastia, septoplastia e sinusectomia, sempre avaliando estética e respiração em conjunto.

  • Graduação em Medicina pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).
  • Residência Médica em Otorrinolaringologia pelo Hospital de Clínicas da UFPR.
  • Fellowship em Rinologia e Rinoplastia pelo Hospital IPO.
  • Pós-graduação em Rinoplastia Estruturada pelo Instituto Jurado (SP).
  • CRM-PR 30849 | RQE 20548.

Como este conteúdo foi produzido: texto educativo elaborado com apoio de ferramentas de inteligência artificial e revisado e aprovado pela Dra. Lumy Yagueshita, CRM-PR 30849 | RQE 20548, antes da publicação.

As informações desta página têm finalidade educativa e não substituem consulta médica, diagnóstico individualizado ou atendimento de urgência e emergência. Em caso de sintomas, procure atendimento médico; diante de sangramento intenso, falta de ar ou piora rápida, procure um pronto-socorro.

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